Prédios a favor do meio ambiente
Trabalhamos no desenvolvimento e na aplicação de conceitos de construção sustentável nos projetos e obras patrimoniais do Banco. Com 2.355 agências, 1.420 Postos de Atendimento (PABs) e 26 prédios administrativos espalhados pelo Brasil, o Santander busca a cada nova obra ou reforma implementar soluções para diminuir o consumo dos recursos naturais em seus estabelecimentos.
Para isso, criamos o Manual de Construção do Santander, que reúne técnicas e conceitos de construção sustentável, como redução do consumo de água e energia, uso de materiais ambientalmente adequados e técnicas de engenharia e arquitetura que priorizam o aproveitamento de luz e ventilação naturais.
Uso de madeira certificada e gestão dos resíduos da obra são itens padrão. Os demais, como a captação da água da chuva, são aplicados conforme viabilidade local. O trabalho tem se revertido diretamente em redução do consumo de recursos naturais (veja os principais resultados no Relatório Gestão Ambiental 2011).
Esse Manual também é compartilhado com clientes e fornecedores e tem sido um canal importante para disseminarmos as boas práticas da construção civil para nossos públicos de relacionamento.
Veja aqui como os conceitos foram usados, na prática, em algumas agências abertas em 2011.
Prédio verde
Nossa Agência Granja Viana, na região
metropolitana de São Paulo, foi o primeiro empreendimento a obter a certificação de construção sustentável do Leadership in Energy And Environmental Design (LEED) na América Latina. O selo leva em conta a racionalização de recursos nas diferentes etapas, do projeto à construção e ao uso do prédio. A agência serve como modelo para todas as obras e reformas executadas pelo Banco.
Desde dezembro de 2010, a Torre que abriga a sede administrativa do Santander, em São Paulo, possui a certificação LEED Ouro. O edifício conta com os padrões requeridos nas categorias Core and Shell (relativos à estrutura exterior) e, em andamento, na Existing Buildings Operations & Maintenance (relacionada às operações e à manutenção), além da norma ISO 14001 (leia o tópico abaixo).
Veja algumas das ações implementadas:
Os resíduos originados na fase de construção do prédio foram corretamente destinados, reduzindo em pelo menos 50% o volume enviado a aterros sanitários;
As instalações do edifício possuem sistemas de coleta e reaproveitamento da água da chuva e, nos banheiros, descarga a vácuo e torneiras com acionamento automático;
A lava-louça na cozinha é a primeira, no Brasil, dotada de um sistema que racionaliza o uso de água, energia e detergente. Produtos de limpeza foram substituídos por outros de menor impacto ambiental;
O sistema de iluminação é regulável, racionalizando o consumo de eletricidade;
Os vidros do edifício retêm o calor externo, diminuindo a necessidade de ar condicionado;
Os elevadores são dotados de um sistema inteligente que acumula energia;
Os computadores têm monitores de LCD, que consomem menos energia;
Os carpetes são recicláveis e os móveis de escritórios são fabricados com madeira certificada.
Nossa preocupação vai além das medidas de infraestrutura e envolve as pessoas e o entorno:
Fizemos as adequações necessárias para a acessibilidade e um estudo para diminuir os impactos no trânsito da região;
Adotamos medidas como o escalonamento de turno de trabalho, disponibilizamos ônibus fretados gratuitos, incentivamos caronas, construímos bicicletários e vestiários para funcionários e visitantes. Todas essas ações chegam a retirar cerca de 1.000 automóveis de circulação por dia.
Entenda melhor o case de sustentabilidade da Torre Santander.
ISO 14001
O Santander possui ainda um Sistema de Gestão Ambiental (SGA) certificado pelas normas ISO 14001 em oito prédios administrativos – incluindo nossa sede – e uma agência bancária (Fernando de Noronha). O objetivo da certificação da agência, que ocupa uma área de 270 m2 e é a única existente no local, é minimizar os riscos ambientais que a operação do banco pode causar à ilha.
O escopo do SGA abrange várias atividades, entre elas restaurantes, limpeza, segurança, manutenção e gestão de resíduos, e sua eficiência é medida por meio de indicadores. O objetivo é minimizar os riscos ambientais nesses processos. Anualmente, treinamos mais de 1.000 pessoas e atendemos mais de 500 legislações por prédio certificado.
Um de nossos enfoques é fazer com que as comunidades se apropriem dessas iniciativas. Por isso, a implementação do SGA é acompanhada de capacitação das equipes que trabalham em nossas instalações e da comunidade.
Em Fernando de Noronha, no processo de certificação pela ISO, treinamos não só nossos funcionários, mas também as lideranças locais, capacitando as pessoas para engajar os turistas que frequentam Fernando de Noronha em boas práticas ambientais. Além disso, instalamos postos do Papa-Pilhas em toda a ilha.
Entenda o que faz uma construção ser sustentável
Conheça algumas das iniciativas adotadas nas reformas e na construção de agências e prédios administrativos pelo Santander (conforme viabilidade local):
Materiais corretos: cimento CPIII e CPIV com adição de resíduos de altos fornos siderúrgicos (que reduz o consumo de energia no processo de fabricação), tintas, solventes e massa corrida à base de água, carpetes com fibras de garrafas PET recicladas. A madeira, inclusive dos móveis, é certificada pela organização não governamental Forest Stewardship Council (FSC).
Equipamentos corretos: o ar condicionado que instalamos é feito com gases que têm menor impacto na camada de ozônio.
Eficiência energética: máximo aproveitamento de luz e de ventilação natural, uso de luminárias e equipamentos de alta eficiência, setorização da iluminação e sensores de presença, que desligam a luz quando o ambiente não está sendo ocupado. Também usamos lâmpadas fluorescentes T5, mais eficientes e com menor conteúdo de mercúrio.
Conforto térmico: brises para sombreamento e redução de incidência solar e cobertura branca para diminuir a carga térmica nas lajes das agências.
Racionalização da água: sistema de captação de águas da chuva para uso nas descargas, torneiras com sensores, bacias sanitárias com descarga de duplo fluxo ou vácuo.
Qualidade interna: materiais, inclusive carpetes, com baixo índice de compostos orgânicos voláteis (poluentes atmosféricos nocivos à saúde). São empregados anticorrosivos e antiferruginosos à base de água, sem solventes petroquímicos.
Resíduos: reciclagem e destinação correta de entulho da construção, instalação de displays de coleta seletiva e do Papa-Pilhas e salas de coleta seletiva para a separação do lixo.
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