Oportunidades em negócios sustentáveis
O mercado de créditos de carbono pode representar uma oportunidade para as empresas brasileiras que investem em iniciativas para a redução de emissões de Gases de Efeito Estufa (GEEs).
Companhias com projetos em energia renovável ou em eficiência energética, por exemplo, podem estar aptas a vender as chamadas Reduções Certificadas de Emissão – CERs (Certified Emission Reductions).
Os CERs, também chamados de créditos de carbono, são títulos internacionais que possibilitam que nações desenvolvidas financiem projetos de redução ou captura de gases de efeito estufa em países em desenvolvimento. Cada tonelada de gás carbono que deixa de ser lançada ou é sequestrada da atmosfera equivale a uma CER.
A operação é regulamentada pelo Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) do Protocolo de Quioto – válido até dezembro de 2012 –, e incentiva as reduções de emissões nos países em desenvolvimento ao mesmo tempo em que facilita às nações desenvolvidas o cumprimento das metas que assumiram no Protocolo.
O que fazemos
Usando seu conhecimento nesse mercado, o Santander assessora a estruturação financeira, compra e comercializa os CERs que serão gerados pela iniciativa. Desta forma, o valor antecipado pode ser utilizado no financiamento da implantação do projeto.
Os cálculos dos créditos de carbono gerados pelo projeto devem estar de acordo com parâmetros determinados pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas –Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC).
Projetos elegíveis
São avaliados apenas projetos com Project Design Document (PDD) já aprovados, ou seja, que já tenham passado pela avaliação da Comissão Interministerial de Mudanças Climáticas do Ministério de Ciência e Tecnologia (clique aqui para acessar o manual), no Brasil, e pelo United Nations Framework Convention on Climate Change (UNFCCC), órgão da Organização das Nações Unidas (ONU) que coordena a Convenção do Clima.
Além disso, os CERs envolvidos na operação devem ser emitidos até 31/12/2012.
Entre os projetos elegíveis estão:
Tratamento de dejetos de suínos por meio de biodigestor, com reaproveitamento do biogás;
Substituição de combustível fóssil por fontes renováveis;
Captação de metano gerado pela decomposição de matéria orgânica em aterros sanitários;
Geração de energia a partir de fontes renováveis, como pequenas centrais hidroelétricas, biomassa, energia solar e eólica.
Importante:
As operações regulamentadas pelo Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) não abrangem créditos oriundos de mercados voluntários (como o Chicago Climate Exchange), nem reduções reconhecidas por iniciativas locais (como REDD e outros projetos de reflorestamento e manutenção de florestas nativas).
Embora não tenhamos linhas de financiamento específicas para plantio e manutenção de florestas nativas, financiamos projetos de certificação e manejo florestal, incluindo a cadeia de custódia. Saiba mais.
Temos ainda o Fundo Florestas do Brasil, que investe em projetos que atuam direta ou indiretamente no desenvolvimento de ações relacionadas ao setor florestal e madeireiro. Saiba mais.
Saiba mais
O Santander é patrono, no Brasil, do Carbon Disclosure Project, programa que estimula investidores e empresas a gerenciar suas emissões de gases de efeito estufa, considerando as mudanças climáticas em suas decisões de negócios. Confira a edição 2010 da versão brasileira do relatório do CDP.